
Não entendo completamente esse romance absurdo. Essa criatura mutavel, que se auto denomina ser humano. Tão pouco entendo a mim mesma, e me pedem que me relacione. Me pedem que compreenda, que aceite. Apesar dos pesares, do mal dos males… Que me desligue da solidão. Que desapegue da xícara quente de chá, que me acompanha durante a noite. Que esqueça a folha branca, que me pede para ser escrita. Pedem-me para que siga em frente, por estes ou outros motivos, e que deixe lembranças no passado. Que faça da minha historia, apenas isso. Apenas a definição global de passado: Aquilo que foi deixado para trás. Mas não sei se quero… Ou sei. Sei que não quero deixar meu casulo de força. Não desejo as verdades mundanas, populosas em suas mentiras. Não desejo fazer do passado-presente, apenas outra frustração. Não desejo em minha vida, essa continuidade de incertezas. Gosto de como me encontro. Gosto de mim. Gosto até das feridas que tenho, e de como me tornaram o que sou… Até dias atrás, menos amarga, e menos ferida, falava sobre amor. Digo hoje: Menos iludida, mais ferida, menos amor.
(Source: netherfields)

(Source: emmagnifiance)

(Source: peteneems)
